Os fios de polidioxanona têm três famílias com objetivos distintos. Tratar todas como se fossem a mesma é a origem de boa parte dos resultados frustrantes que se vê na rotina. Esta formação ensina a escolher o fio pelo objetivo clínico, não pelo nome comercial.
As três famílias de PDO
- Lisos: ação bioestimuladora. Trabalham qualidade tecidual, não reposicionam por si só.
- Espiculados: reposicionamento dérmico. São os fios de “lifting” propriamente ditos, com pontos de ancoragem que tracionam.
- Preenchedores: ganho de volume localizado. Comportamento próximo ao do preenchimento, com janela terapêutica diferente.
Saber identificar qual paciente se beneficia de cada categoria — e quais combinações fazem sentido — é metade do curso.
Vetores, ancoragem e profundidade
A parte técnica trabalha vetores de tração, pontos de apoio anatômico, profundidade de passagem e ergonomia. Discutimos quando o fio é primeira escolha, quando complementa bioestimulador, e quando o melhor caminho é não fazer.
Intercorrências
Edema, irregularidade visível, extrusão, fios palpáveis e infecção secundária. Como prevenir, identificar e conduzir cada cenário sem perder o paciente.
Prática
A prática em pacientes modelos consolida marcação, passagem e pós-imediato. O foco é técnica limpa e reproduzível no consultório.